quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço!

O título desta postagem está fazendo parte do currículo de muita gente em Janduís. Leio na mídia a informação de que alguns colegas professores em reunião ontem à tarde decidiram entrar em greve ou fazer uma parada de advertência pelo fato de, segundo os autores da iniciativa, a administração municipal não estar atendendo as reivindicações da categoria.

É legítimo o movimento da classe educacional por direitos que há muito tempo vêm sendo violados ou descumpridos, como queiram. O que (não) me surpreende é a participação de alguns personagens que nada fizeram por nós professores quando estiveram no poder. Ao contrário, nos perseguiram, oprimiram, caluniaram. Até diziam assim: "Enquanto eles latem, nós estamos aqui". Pasmem!

Por qual motivo os atuais salvadores da pátria não frequentavam os atos públicos e as reuniões do sindicato? Por que os que ocuparam cargos ou apoiavam a gestão passada não encontraram uma solução para o caso quando deviam ou podiam? É muito fácil encontrar a receita para o alimento dos outros...Qual interesse há por trás de tudo isso?

Senão vejamos: O piso/plano está congelado desde 2011, a ajuda de deslocamento foi retirada em 2011, não recebemos o mês de dezembro e o décimo terceiro de 2012. A conta é gorda, mas tem gente não apenas da atual gestão que esqueceu de nos pagar. Longe de mim, um simples servidor público e representante do povo janduiense, querer olhar para o retrovisor.

Agora, paciência, vamos discutir a questão com seriedade, vendo o que é melhor para todos e não somente para o nosso bolso, deixar de tratar a questão com sentimento de revanchismo ou proselitismo político. Sou adepto de ver o que pode ser feito e como pode ser executado em prol dos professores, sentar à mesa, analisar os dados e ver o que financeiramente pode ser garantido para que ninguém tenha perda.

Sou a favor do diálogo com responsabilidade, como sempre fui, defendo que haja uma definição dessa querela que vem constrangendo a todos nós, educadores. Porém, precisamos ter consciência e observar quem realmente está querendo resolver a situação dentro dos limites, de forma independente, sem teor político-partidário.

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