terça-feira, 31 de maio de 2011

ABSURDO NO SENADO FEDERAL

Na mesma Brasília, no mesmo Senado...sai da posteridade o registro do impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Eis o que publicou Vera Magalhães no http://presidente40.folha.blog.uol.com.br, na Folha Online:
IMPEACHMENT: DE FATO "INÉDITO" A "ACIDENTE"
Jorge Araújo - 29.set.92//Folhapress
Collor chega ao Alvorada no dia da votação do seu impeachment pela Câmara
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), reinaugurou com pompa a galeria de fatos históricos do chamado "túnel do tempo", corredor da Casa que serve de ligação entre o plenário, as salas das comissões e alguns dos gabinetes.
Trata-se de um dos principais pontos de fluxo do Senado, e os grandes paineis contando a história do país desde o Império são um atrativo para excursões de escolas e para quem frequenta o Senado no dia a dia.

Acontece que a "reinauguração" veio acompanhada de um revisionismo histórico: o painel dedicado ao impeachment de Fernando Collor de Mello simplesmente desapareceu. Questionado, Sarney disse que o impeachment do primeiro presidente eleito democraticamente em 19 anos não era um fato "tão marcante"
O painel relativo ao impeachment de Collor já vinha incomodando Sarney desde que o ex-presidente foi eleito senador, em 2006. Na época da posse, foi retirado ""para limpeza"". Voltou em abril de 2007.

Morei em Brasília durante dez anos. Nesse período, passei incontáveis vezes pelo "túnel do tempo". Sua iluminação de nave espacial e aquela galeria histórica sempre me fizeram perder tempo ali, entre uma foto e outra, relembrando as crises políticas do passado.  Por isso, me dei o trabalho de anotar o que dizia o painel de Collor, e resgatei o texto aqui. O que Sarney agora chama de "acidente" na História do Brasil era descrito assim:

"[Collor] foi afastado do governo em inédito processo conduzido pelo Congresso Nacional", dizia o texto, antes de ser limado de seu lugar na galeria. Com a palavra os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP), membro da CPI que aprovou o pedido de impeachment de Collor, e Lindbergh Farias (PT-RJ), que era presidente da UNE e se projetou justamente nessa época, como líder dos "caras-pintadas".

Escrito por Vera Magalhaes às 19h22

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